Vivemos em um tempo em que a palavra cultura perdeu a capacidade simbólica que possuía. Um símbolo é aquilo que remonta a experiência primária do indivíduo: o princípio da unidade da realidade.
Bem, o leitor deve estar confuso e incrédulo quanto ao fato de que só existe cultura quando há percepção. Muitos dirão que isso não é possível, pois homens que colocaram em dúvida a unicidade do mundo, também possuíam a bendita cultura.
Começo atacando esta concepção sem muita piedade. Desde já, é preciso que fique claro ao leitor que a filosofia não nasce com os filósofos da natureza, que a literatura romântica não é completa por si, que não existem versos livres, que não existe estado laico e que não há possibilidade alguma de compreendermos a música como uma manifestação política.
O leitor precisa respirar um pouco. O mundo é muito confuso e não cabe aqui uma explicação de todas essas afirmações. O ideal era que o próprio leitor soubesse. Enquanto isso, se tomarmos essas afirmações iniciais, eu espero que o leitor possa entender a nossa primeira discussão: que a cultura só faz sentido quando existe um entendimento que o mundo é completo, real e único. A cultura não permite ser objeto de especulação, mas uma alimentação dos saberes humanos afirmados nesse mundo real. Uma alimentação contínua, concreta e de elevação.
A elevação não significa uma oposição ao mundo concreto, pois cabe aqui uma ressalva: o mundo concreto é uma indissociação entre a matéria e o espírito. Portanto, quando falo em mundo concreto, é importante que o leitor entenda que o mundo é mito-poético. Mito porque são as ações mitológicas que iniciam a civilização, e poético porque a chave de interpretação primária do mito é a poesia. Não existe civilização sem poesia.
Pois bem, a alimentação do indivíduo é como uma ruminação bovina: Assimilar as informações pertinentes e mastigá- las, infinitamente. Esse é o processo cultural. Leituras diárias não preenchem o estômago: é preciso relacionar a obra com sua autobiografia. Só estaremos cultos, quando existir uma incorporação da obra em nossa personalidade, onde fica estabelecido o efeito que uma obra tem, indo em total oposição as teorias patéticas modernas de leitura como uma hábito.
Assim como a música, a leitura não é uma hábito: ambas direcionam o indivíduo para um fim. E se você é cristão, o fim significa um fechamento de personalidade. Eis a resposta ao título: a cultura para um cristão é aquilo que unicamente pode fechar a sua personalidade. Lembrem-se, cristãos, que só se crê naquilo que se conhece. Sem isso, nosso cristianismo é uma caricatura usada pelos lobos a quem bem conhecemos os nomes.
Muitos vão virar seus rostos para o que afirmo: um cristão inculto não será salvo em vida. O cristão inculto estará sob total responsabilidade de Nosso Senhor.
Espero que nenhum homem mal intencionado venha dizer que a cultura não é certeza de salvação e que somente os humildes serão eleitos: para a primeira afirmação, se a cultura for entendida como a que defendi aqui, onde a alma humana está em jogo, é nítido que a conversa com Jesus Cristo é direta e quanto a segunda afirmação, não existe humildade maior do que estar aberto ao que não se conhece.
Irmãos, eis uma constatação: se você não conhece Lacrimosa, de Mozart, não conhece o Livro de Jó, não conhece as poesias de Bruno Tolentino, a filosofia aristotélica e as obras de Dostoievski, sinto dizer que seu tempo está acabando. Pois lembre-se que o desprezo é um dos maiores pecados e que a vida cristã é de atuação. Irmãos, eis o que foi dito no passado: Nosso Senhor foi desprezado pelos seus que não o reconheceram. Não vamos desprezar a sua presença. Pecar contra a cultura é pecar contra Cristo.
Bem, o leitor deve estar confuso e incrédulo quanto ao fato de que só existe cultura quando há percepção. Muitos dirão que isso não é possível, pois homens que colocaram em dúvida a unicidade do mundo, também possuíam a bendita cultura.
Começo atacando esta concepção sem muita piedade. Desde já, é preciso que fique claro ao leitor que a filosofia não nasce com os filósofos da natureza, que a literatura romântica não é completa por si, que não existem versos livres, que não existe estado laico e que não há possibilidade alguma de compreendermos a música como uma manifestação política.
O leitor precisa respirar um pouco. O mundo é muito confuso e não cabe aqui uma explicação de todas essas afirmações. O ideal era que o próprio leitor soubesse. Enquanto isso, se tomarmos essas afirmações iniciais, eu espero que o leitor possa entender a nossa primeira discussão: que a cultura só faz sentido quando existe um entendimento que o mundo é completo, real e único. A cultura não permite ser objeto de especulação, mas uma alimentação dos saberes humanos afirmados nesse mundo real. Uma alimentação contínua, concreta e de elevação.
A elevação não significa uma oposição ao mundo concreto, pois cabe aqui uma ressalva: o mundo concreto é uma indissociação entre a matéria e o espírito. Portanto, quando falo em mundo concreto, é importante que o leitor entenda que o mundo é mito-poético. Mito porque são as ações mitológicas que iniciam a civilização, e poético porque a chave de interpretação primária do mito é a poesia. Não existe civilização sem poesia.
Pois bem, a alimentação do indivíduo é como uma ruminação bovina: Assimilar as informações pertinentes e mastigá- las, infinitamente. Esse é o processo cultural. Leituras diárias não preenchem o estômago: é preciso relacionar a obra com sua autobiografia. Só estaremos cultos, quando existir uma incorporação da obra em nossa personalidade, onde fica estabelecido o efeito que uma obra tem, indo em total oposição as teorias patéticas modernas de leitura como uma hábito.
Assim como a música, a leitura não é uma hábito: ambas direcionam o indivíduo para um fim. E se você é cristão, o fim significa um fechamento de personalidade. Eis a resposta ao título: a cultura para um cristão é aquilo que unicamente pode fechar a sua personalidade. Lembrem-se, cristãos, que só se crê naquilo que se conhece. Sem isso, nosso cristianismo é uma caricatura usada pelos lobos a quem bem conhecemos os nomes.
Muitos vão virar seus rostos para o que afirmo: um cristão inculto não será salvo em vida. O cristão inculto estará sob total responsabilidade de Nosso Senhor.
Espero que nenhum homem mal intencionado venha dizer que a cultura não é certeza de salvação e que somente os humildes serão eleitos: para a primeira afirmação, se a cultura for entendida como a que defendi aqui, onde a alma humana está em jogo, é nítido que a conversa com Jesus Cristo é direta e quanto a segunda afirmação, não existe humildade maior do que estar aberto ao que não se conhece.
Irmãos, eis uma constatação: se você não conhece Lacrimosa, de Mozart, não conhece o Livro de Jó, não conhece as poesias de Bruno Tolentino, a filosofia aristotélica e as obras de Dostoievski, sinto dizer que seu tempo está acabando. Pois lembre-se que o desprezo é um dos maiores pecados e que a vida cristã é de atuação. Irmãos, eis o que foi dito no passado: Nosso Senhor foi desprezado pelos seus que não o reconheceram. Não vamos desprezar a sua presença. Pecar contra a cultura é pecar contra Cristo.
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